sábado, 20 de novembro de 2010

Astrofotografias de 3 de novembro

No dia 3 de novembro, quarta-feira, fiz uma incursão à pousada Cainã para tirar algumas fotos do céu. A região de Curitiba estava experimentanto tempo aberto e agradável havia muitos dias, incluindo todo o feriadão de 2 de novembro (exceto na noite de sexta para sábado), e essa condição continuava no dia 3. Mas eu passei o feriado em Minas Gerais com minha noiva, onde o tempo não colaborou, culminando com muita chuva no domingo e na segunda. Era hora de recuperar as energias!

Um amigo, o Anderson, me acompanhou. Resolvi fotografar objetos mais fracos, para depois pegar alguns mais clássicos. Comecei com a Nebulosa Véu do Leste e a Véu do Oeste, remanescentes de uma explosão estelar. A do Oeste não ficou muito boa, mas deixo aqui a Véu do Leste.


Enquanto isso eu e o Anderson olhávamos pelo telescópio alguns objetos, como as duas Nuvens de Magalhães. Na sequência fui fotografar a Galáxia de Andrômeda, a única galáxia que vemos a olho nu com exceção das Nuvens de Magalhães.


O Anderson então me sugeriu ir para a Galáxia do Triângulo, ali na mesma região do céu. É uma galáxia fraca mas resolvi tentar.


Pretendia então fotografar as Nuvens de Magalhães, galáxias bem mais fortes e grandes. Mas explodiu um transformador ao longe e a energia na Cainã acabou. Como eu estava tanto com a câmera fotográfica como o tripé motorizado ligados na energia, a festa acabou. Mas logo depois, enquanto eu ajeitava as coisas para ir embora, algumas nuvens surgiram no céu para o lado de Curitiba. Iluminadas pelas luzes da cidade, adquiriram um belo tom avermelhado na paisagem da pousada. Além disso a constelação de Orion, com suas Três Marias, já havia nascido e estava misturada a essas nuvens.


Foi uma bela noite, pude aproveitar muito! Além das fotos vi pelo telescópio vários objetos dos quais estava muito saudoso!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cumulus Humilis

Hoje foi um dia de tempo seco e estável em Curitiba. Normalmente, com tempo seco, o céu amanhece limpo, depois formam-se algumas nuvens estilo cogumelos no céu à tarde, e à noite elas desaparecem. São as nuvens cumulus, típicas de tempo bom.

As cumulus têm vários estágios de desenvolvimento. Ao aparecerem elas são normalmente pequenas, com alturas menores que suas bases. São as cumulus humilis. Pode ocorrer de, com um desenvolvimento posterior, suas alturas fiquem iguais às suas bases, passando então ao estágio de cumulus mediocris.

Se for um dia bem quente as cumulus continuam se desenvolvendo e acabam colando-se umas às outras, formando grandes paredões de nuvens. São as cumulus congestus. E, caso haja energia para mais desenvolvimento, elas se transformam na mais ameaçadora e agressiva das cumulus, as que provocam as grandes tempestades de verão, com pancadas rápidas de chuva pesada. São as cumulu-nimbus.

Hoje em Curitiba elas chegaram apenas ao primeiro estágio, a humilis, com algumas cumulus mediocris isoladas no começo da tarde, devido à ausência de um aquecimento mais acentuado.

Nuvens Cumulus humilis

domingo, 7 de novembro de 2010

Halo solar em Curitiba

No dia 5 de novembro à noite houve a entrada de uma frente fria em Curitiba. Essa frente durou apenas algumas horas, mas nuvens altas se formaram na sua dianteira. Essas nuvens, com seus cristais de gelo, provocaram a formação de um halo solar em Curitiba durante o dia.

Os cristais têm o formato de placas hexagonais. Essa geometria permite a formação dos halos.

Para registro: as fotos abaixo foram tiradas por volta das 13:30, horário de verão local. Antes, lá pelas 10 horas, houve o início da formação de um halo circunscrito, fazendo uma bela composição com o halo circular. Mas não ficou muito forte.





quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Flash Azul

Ontem, dia 6 de outubro de 2010, o céu estava muito límpido em Curitiba, resultado de uma frente fria que havia passado e provocado a dispersão dos poluentes. Assim, durante o dia, o azul estava muito vívido e o Sol, mesmo ao chegar no horizonte, estava extremamente forte.

Mesmo assim consegui capturar um fenômeno chamado flash azul. Devido ao perfil vertical de temperatura da nossa atmosfera, a luz do Sol é levemente desviada de várias formas no seu caminho até o observador por refração. A forma do Sol, em alguns casos, pode ficar bastante distorcida. Como cada cor do espectro solar (vermelho, verde, azul e as outras cores) se desvia de uma maneira diferente, acaba ocorrendo a separação de cores na região próxima do limbo solar. Em alguns casos, quando acompanhamos o pôr do Sol ao telescópio ou binóculo munidos dos filtros próprios, notamos às vezes alguma parte astro que aparenta se desprender do resto, causando um pequeno flash de luz. Mas o flash mais comum é o verde, chamado flash verde. O flash azul é mais raro, devido à dificuldade da luz azul em viajar toda a extensão da nossa atmosfera até o observador sem se dispersar.

Na foto abaixo, uma pequena parte no topo do limbo solar parece estar quase separada do disco principal, e nas bordas dessa partezinha há uma coloração azulada, até meio roxa. É o flash azul.

Clique na foto para ampliá-la.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Ar continua Péssimo

As condições do ar continuam péssimas em Curitiba e em grande parte do país. Não há nenhuma nuvem no céu de hoje (dia 22), mesmo assim a foto mostra um azul pálido, quase sem cor, devido à fumaça presa nos níveis inferiores da atmosfera. A foto da postagem anterior, tirada há algumas semanas, mostra um azul vívido. Mas foi apenas uma situação isolada. A fumaça continua a dominar a paisagem em nível interestadual.

Esse bloqueio da fumaça é causado pelo mesmo fenômeno que causa um aumento substancial da temperarura: às 12:30 do dia 20 fazia 11C em Curitiba, no mesmo horário do dia 21 fazia 14,4C e hoje, também às 12:30 faz 26C! Esse fenômeno, chamado subsidência, caracteriza-se por um aquecimento do ar à medida que ele desce dos altos níveis.

domingo, 5 de setembro de 2010

A Volta do Céu Azul em Curitiba

Hoje tive uma surpresa ao me levantar: o céu estava azul vívido! Depois de meados de agosto, quando o problema da seca e das altas temperaturas começou, não se via um céu azul em Curitiba e em boa parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. O que se via, era, um céu azulzinho pálido, resultado do acúmulo de poluentes e partículas na atmosfera, presos por um fenômeno chamado subsidência do ar.

Mas uma pequena frente fria resolveu o problema. Ela chegou ontem à noite, sem fechar o tempo, mas alterando os ventos de modo a aumentar as condições de dispersão da atmosfera. Fortes ventos na superfície e em altas altitudes carregaram os poluentes para longe.

Ontem a temperatura chegou a 30 graus em Curitiba, com um ar altamente poluído, e de madrugada chegou a 7, com um ar super límpido.

Manhã em Curitiba, às 9:40. Temperatura 15,8C

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sol Manchado

Em relação à postagem anterior, a poluição e o calor continuam no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, exceto no Rio Grande do Sul. Em Curitiba o Sol continua se ponto bem avermelhado... isso quando ele consegue chegar até o horizonte.

Hoje foi um dia que ele não conseguiu. Mas, aproveitando-me da condição adversa do acúmulo de poluentes no ar de Curitiba, resolvi checar no site Space Weather (www.spaceweather.com) a existência de alguma mancha solar no lado do Sol voltado para a Terra. Realmente havia algumas, pequenas. Assim, resolvi tentar algumas fotos do Sol altamente filtrado pela poluição. Para ver a mancha, clique na foto para trazer a versão em alta resolução. Ela está bem embaixo do disco solar.


Ela é muito pequena e tênue. Talvez você precise dar uma procurada antes de achá-la.

Precisa de ajuda? Aqui vai:



Tá, eu coloco o Sol maiorzão:


Nessa última foto dá para ver, também, uma mancha próxima ao centro do disco.