sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sobre a recente matéria quanto ao nosso signo

Tem sido divulgada pela mídia uma matéria sobre um astrônomo que “descobriu” que o calendário do zodíaco estava errado e que há um novo signo, além dos 12 tradicionais. Segundo a matéria, alguém de Capricórnio poderia ser de Sagitário, na verdade.

A matéria pode ser lida no link abaixo:

http://br.noticias.yahoo.com/s/13012011/48/manchetes-astronomo-afirma-calendario-zodiaco-errado.html

Para uma matéria ir a público, há que se passar por revisões de editores que não são da área à qual a matéria faz alusão. O resultado é uma matéria distorcida, apesar de baseada em fatos verdadeiros. Além disso, há a possibilidade de alguém querer promover o seu instituto, publicando uma matéria de repercussão.

Primeiramente, o que é signo? O que significa dizer que alguém é de Câncer, por exemplo? Simplesmente, que o Sol estava na frente da constelação de Câncer quando do nascimento da pessoa.

Mas realmente, alguém nascido em 6 de julho por exemplo, vindo a ser de Câncer segundo a Astrologia tradicional, pode pegar qualquer software de simulação do céu (como o Stellarium, um software livre que simula o céu em qualquer local do mundo em qualquer data e em qualquer horário) e tirar a prova. Ela pode mudar a data para a do seu nascimento, ligar as constelações e ver “dentro” de qual constelação o Sol se encontrava. Provavelmente teria uma surpresa, pois o Sol seria mostrado dentro de Gêmeos, vizinha do Câncer. Então a pessoa nascida em 6 de julho é de Gêmeos? Sim, segundo a astronomia. Não, segundo a astrologia tradicional. Explico mais abaixo.

O Sol em Gêmeos no dia 6 de julho de 2010

O que foi publicado na matéria acima já era conhecido há pelo menos 2140 anos, desde Hiparco. Não foi “descoberto” agora. Qualquer software de simulação do céu mostra esse conhecimento. O que ocorreu foi que, em função de um determinado movimento da Terra chamado Precessão, ocorre uma lenta “rotação das constelações” se consideradas as mesmas datas em anos subsequentes. O movimento completo dura 26 mil anos. O calendário astrológico tradicional remonta há uns 3 mil anos, então já houve uma considerável mudança na posição das constelações até os dias de hoje. Mas o calendário astrológico tradicional não foi mudado. Se a pessoa nascida em 6 de julho simular o céu no dia do seu nascimento mas há 3 mil anos, verá o Sol realmente dentro de Câncer.

O Sol em Câncer no dia 6 de julho de 1000 A.C.

Além de tudo isso, em dezembro o Sol "cruza" uma constelação que não consta na lista tradicional, chamada Ofiúco. Por vezes essa constelação é chamada "O Décimo Terceiro Signo do Zodíaco".

Portanto, cuidado: nada de novo na matéria acima! Todo o conhecimento descrito lá já havia sido descoberto há milhares de anos! Não se deixem enganar por matérias aparentemente de impacto!

Também não deixem de ter o devido respeito tanto aos astrônomos como aos astrólogos. Os astrônomos fazem o seu trabalho com dedicação, e os astrólogos também fazem o seu, com a mesma dedicação.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Iridescência em Curitiba

Foi um pôr do Sol ativo o do dia 8 de janeiro de 2011 em Curitiba. Um complicado fenômeno físico chamado difração da luz conferiu às nuvens um aspecto metalizado, com belas cores dominadas por vermelho, verde e rosa. À medida que as nuvens iam passando e alterando seus formatos, as manchas coloridas iam igualmente se alterando, como se grandes pinceladas divinas fossem retocando uma pintura em uma grande tela da natureza.





Chuvisco com Céu Limpo

Algo estranho ocorreu na sexta-feira dia 7 de janeiro à noite em Curitiba. Eu estava com a Cristhiane do lado de fora da casa dela espiando o céu, e nós dois sentíamos pequenas gotas caindo esporadicamente sobre nós. Eram gotas pequenas, mas maiores que as de uma garoa. E realmente eram esporádicas, uma a cada alguns segundos. Mas elas estavam lá, caindo sobre nós. O que nos intrigou foi que não havia nuvem que pudesse produzir chuva!

Havia algumas nuvens baixas esporádicas que passavam, mas bem pequenas e muito espaçadas. Quando uma determinada nuvem ia embora, deixando o céu sobre nós completamente limpo, as gotas continuavam! As estrelas brilhavam, e as gotas continuavam a cair esporadicamente!

Tampouco havia algo que pudesse liberar água, como árvores em volta próximas do nosso local. E praticamente não havia vento.

Não sei... isso requer uma investigação mais complexa, demorada e minuciosa.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pequenos halos de 04/01

Ontem, dia 4 de janeiro, fomos agraciados por um halo circular e um arco circum-horizontal em Curitiba (ou simplesmente ACH). O ACH, normalmente um halo longo, estava bem restrito devido à reduzida extensão da nuvem que o provocava. Também não estava muito forte, mas valeu!

Em cima o halo circular, e bem na ponta da nuvem está o arco circum-horizontal.

O arco circum-horizontal em detalhe.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vôo BH - Curitiba

No dia 3 de janeiro de 2011 fiz um vôo entre Belo Horizonte, onde passava férias na casa dos meus pais com minha noiva, e Curitiba. Tendo chegado dia 24 de dezembro em BH, peguei apenas chuva por lá durante toda minha estadia, com no máximo 30 minutos de sol direto. No dia 3 não estava diferente.

Tendo escolhido uma poltrona do lado esquerdo (de quem olha para a frente do avião), evitei ficar do lado do Sol. Levei sorte, pois no começo do vôo pude ver alguns pequenos arco-íris entre as nuvens que deram algumas brechas. Logo depois, lá pela metade do vôo, apareceu um fenômeno chamado "arco-iris de nuvem". Trata-se de do equivalente ao arco-íris convencional quando, ao invés da chuva, temos as gotículas de água que compõem as nuvens. Infelizmente o sol não estava forte sobre a superfície das nuvens, deixando o "arco-íris" mais fraco do que poderia ficar.


Logo depois, mais um pequeno arco-íris comum.


Ao atravessarmos a fronteira entre os estados de SP e PR, o tempo melhoru bastante. Mas na região de Curitiba havia algumas chuvas isoladas e muitas aberturas no céu, deixando o sol iluminá-las. Resultado: mais arco-íris na descida.



Depois, pousamos em uma pista molhada.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Resultados do Eclipse

Apesar da previsão da entrada de uma pequena frente fria em Curitiba na madrugada de terça-feira, dia 21, obtive sucesso com o eclipse. Acordei às 4:20 da manhã e fui à janela do quarto. A Lua não aparecia, havia uma nuvem se estendendo por quase todo o céu, deixando apenas uma pequena parte descoberta no horizonte oeste. Ela estava logo acima da beirada da nuvem, escondida. Mas essa nuvem estava se movendo lentamente para leste, e em 10 minutos a Lua apareceu. Foi o momento em que a sombra da Terra começou a cobri-la, dando inicio à fase parcial do eclipse.

A fase parcial durou de 4:30 até 5:40 e pude vê-la quase totalmente, com poucas nuvens interferindo. Aliás, quando a Lua ainda estava com brilho forte, algumas dessas nuvens logo acima da Lua assumiram tons coloridos por conta de um fenômeno chamado iridescência.

A sombra da Terra avançava vagarosa mas decididamente, cobrindo a Lua cada vez mais.


Na parte obscurecida, a Lua assumiu um tom vermelho muito bonito, tando a olho nu quanto ao telescópio.


E para completar, ela estava baixa no céu, compondo uma bela vista com o horizonte da cidade.


Às 5:40 teve início à fase total do eclipse, com a sombra da Terra finalmente tendo feito seu trabalho, bloqueando toda a luz direta do Sol sobre a Lua. O dia começou a clarear. A Lua estava totalmente agraciada com o tom vermelho, e o céu azul escuro como pano de fundo conferia à cena um toque especial.






Às 6:05 a Lua sumiu atrás de uma nuvem no horizonte e não apareceria mais. Mas o eclipse foi um sucesso, uma bela composição de azul e vermelho que se completavam.

Por volta desse horário o Sol, que nasceria em mais uns 10 ou 15 minutos, já agraciavam as nuvens do lado leste com o mesmo tom avermelhado que a Lua havia assumido.


São iagens que ficarão na minha memória.

P.S. Todos os horários aqui citados estão no horário brasileiro de verão, ou seja, 2 horas a menos que o GMT.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Eclipse da Lua dia 21/12

Atenção pessoal, teremos um eclipse total da Lua no amanhecer do dia 21 de dezembro. A Lua estará a oeste, baixa no horizonte, não muito longe das Três Marias (de Órion). Alguns horários aproximados importantes (todos os horários expressos no horário de verão de Brasília, ou 2 horas a menos que o GMT):

- 04:35: A sombra da Terra começará a cobrir a Lua, dando início à fase parcial do eclipse;
- 05:40: A sombra da Terra cobrirá totalmente a Lua, dando início à fase total do Eclipse;
- 06:52: A sombra da Terra começará a descobrir a Lua, dando final à fase total do eclipse (para as cidades onde o Sol ainda não tiver nascido);
- 08:00: A sombra da Terra deixa totalmente a Lua, dando final á fase parcial do eclipse (somente visível em pouquíssimas áreas do Norte do país).

Antes das 04:35 e depois das 8 horas ainda teremos a fase penumbral do eclipse, uma fase pouco visível. A primeira fase penumbral começa às 03:30.

No Sul, Sudeste, parte do Centro-Oeste e grande parte do Nordeste do Brazil o dia já estará amanhecendo quando o eclipse total se iniciar. Não deve deixar de ser uma visão diferente, com a Lua em sua coloração avermelhada característica dos eclipses totais contra um fundo de céu azul escuro. A proximidade do horizonte também deve conferir um aspecto diferente à cena, especialmente por causa da ilusão que o Sol e a Lua parecem maiores quando baixas.

No Norte do Brasil o dia somente começará a amanhecer durante a totalidade. O início da totalidade se dará com o céu escuro ainda.

Aproveitem!