sábado, 4 de junho de 2011
Conjunção Saturno Porrima II
Nesta foto um avião em aproximação ao aeroporto de Curitiba quase os tocou. Saturno e Porrima são os dois pontinhos logo acima do rastro do avião, um pouco à esquerda. À direita deles, também acima do rastro, está a estrela Spica.
Aqui a duplinha está quase no centro. Grande parte do campo desta foto pertence à constelação da Virgem, da qual Porrima faz parte.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Lua Nova
O ciclo lunar é contado em dias a partir da Lua nova, ou seja, a partir do momento que a Lua passa pelo seu ponto mais próximo do Sol, vista da Terra. Uma Lua de 7 dias, por exemplo, é uma Lua crescente, uma semana depois da Lua nova. Normalmente diz-se que a Lua está com tantos dias de idade.
A foto abaixo mostra a Lua com 0,97 dia de idade, ou seja, pouco menos de 24 horas. Foi a Lua mais fina que já consegui ver. Ao binóculo eu percebia aquele fio de seda, tão fino quanto a lâmina de uma navalha! Nunca tinha visto a Lua tão fina assim. Ela está próxima da borda superior da foto.
Se o tempo estiver bom faço uma nova tentativa na próxima Lua nova.
sábado, 28 de maio de 2011
Conjunção Saturno Porrima
Mas para que tem dificuldades de acordar cedo, há uma outra conjunção em andamento, mas que anda meio renegada. Trata-se do planeta Saturno e da estrela Porrima, da constelação da Virgem. Na foto abaixo, a conjunção está no centro da foto, com Porrima à esquerda e Saturno à direita.
Esta foto foi tirada no dia 25 de maio de 2011 em Curitiba. No começo do mês que vem os dois corpos estarão em sua aproximação máxima, com pouco mais de 15 minutos de arco. Saturno então iniciará um movimento retrógrado, afastando-se da estrela pelo mesmo lado que veio se aproximando.
O esquema abaixo mostra a posição relativa do par. A linha vermelha indica o caminho de Saturno pelo céu, onde os números indicam o dia, a partir de 8 de maio na linha de cima, até dia 12 de junho na linha de baixo.

Lembrando: sempre clique nas imagens para ampliar.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Semana Memorável
Isso foi resultado de uma massa de ar polar que penetrou o sul do Brasil depois da passagem de uma rápida frente fria, no domingo dia 1°. De segunda até quarta as temperaturas ficaram baixas, e na quinta e sexta ficaram amenas, bem agradáveis, mas sempre acompanhadas por céu praticamente livre de nuvens.
Na segunda-feira o céu estava tão límpido e livre de poluição que o Sol, mesmo quase se pondo, estava quase tão forte quanto ao meio-dia! Na foto abaixo, tive que reduzir tanto a exposição que o céu praticamente não apareceu, por causa do intenso brilho do Sol.

Nessas condições, o que me chama muito a atenção pela sua beleza é o Cinturão de Vênus, a faixa avermelhada que se ergue no céu depois do pôr do Sol, mas no lado contrário. Ela divide a parte da atmosfera iluminada pelo Sol da parte mergulhada na sombra.

Mais tarde resolvi brincar com astrofotografia urbana. Fiz tudo o que não se faz em uma cidade. Tudo bem, foi apenas por desafio. Assim, segue uma foto do objeto celeste catalogado por Messier como número 4, ou M4, na constelação do Escorpião.

E M17, ou Nebulosa Ômega, em Sagitário.

Na terça-feira o céu fechou logo após o pôr do Sol. Mas na quarta tivemos outro anoitecer lindo. Abaixo, o céu logo após o pôr do Sol.

Foi então que notei a Lua. Estava fina... tão fina quanto um fio de seda!!!


Na quinta a beleza do anoitecer se repetiu, com a presença da Lua fina. Mas foi na sexta que tive mais trabalho. Um flare de Iridium com magnitude de pico -7 (ou seja, muito brilhante) ocorreria às 18:38:09. Devido à limitação de ângulo de dentro do apartamento, resolvi descer para fotografar e vê-lo. Uma moradora do prédio, que chegava, foi ver o que eu estava fazendo. Ela teve a sorte de chegar exatamente na hora do flare! E achou um espetáculo!! Eu que me distrai um pouco e não mirei bem a câmera, mas valeu! Ainda por cima peguei um avião que passara poucos segundos antes do satélite.

Mas no sábado anterior a toda essa conversa, dia 30 de abril, o céu deu um espetáculo depois da meia-noite. Houve uma chuva à tarde, seguida por uma condição que dispersou todos os poluentes do ar. Resultado: céu maravilhoso de madrugada, considerando-se um ambiente totalmente urbano. Da casa da minha noiva vi objetos celestes que nunca vejo da cidade, dentre eles o Messier 7 e Ômega do Centauro. Esse último particularmente nunca imaginei que um dia veria de dentro de Curitiba!
Chegando em casa algumas nuvens altas apareceram, mas na verdade elas adicionaram uma beleza particular. Elas eram onduladas.

Semana memorável!!!
domingo, 17 de abril de 2011
Espetáculos de 14/04/11 em Curitiba
Às 17:56 o Sol já baixava no horizonte.
À direita do Sol, uma nuvem se desenvolvia verticalmente. Às 18:07 ela continuava iluminada pelo Sol mesmo estando ele abaixo do horizonte para os mortais aqui embaixo.
Mas às 18:10 a sombra da Terra já se erguia pela nuvem. Enquanto isso, raios crepusculares apareciam partindo do horizonte poente.
Às 18:18 eles estavam mais intensos.
Enquanto isso, no outro lado do céu, havia alguns espetáculos à parte. Uma nuvem próxima também havia se desenvolvido bastante na vertical e, mesmo já estando mais escuro, ainda pegava luz do poente. Assim, às 18:24 ela assumiu uma cor forte, contrastando com o azul escuro do céu, por detrás de um prédio.
De volta ao lado do poente, os raios crepusculares continuavam. A nuvem à direita continuava com sua torre alta, iluminada pela luz do poente.
Cada dia é um dia diferente! São inúmeros pequenos acontecimentos que compõem a grande obra de Deus!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Investida astrofotográfica
Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães
Aglomerado de Estrelas Caldwell 71
Aglomerado de Galáxias no Leão
Galáxia do Catavento do Sul - M83
Composição de duas fotos - Nebulosa da Flâmula e Nebulosa Cabeça de Cavalo
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Trabalho de casa: arco circunzenital
Era dia 8 de abril aproximadamente às 16:40, sexta-feira, quando eu, ainda no meu local de trabalho, notei a formação de nuvens altas no céu. Fiz uma anotação mental de ir verificar, dentro de alguns minutos, se havia algum fenômeno ótico na atmosfera a partir de uma janela voltada para oeste. Nesse meio tempo recebi uma ligação do Mário, também observador de fenômenos óticos, dizendo que estava vendo um arco circunzenital, variando bastante de intensidade, ficando bem forte em alguns momentos. Adiantei minha ida à janela oeste, e realmente lá estava ele! E ficou muito forte depois de mais ou menos 1 minuto! Muito colorido e lindo!
Onde eu estava vendo o fenômeno funciona a biblioteca e o arquivo da empresa. Naquele momento havia duas funcionárias, sendo que uma delas, Claudinéia, estava ao telefone, sem poder ir ver. Mas a outra ficou deslumbrada com as cores do arco circunzenital. Essa funcionária, Maridelza, teve a oportunidade de ver seu primeiro arco circunzenital da vida.
Então mandei mensagem de celular para minha noiva, que se encontrava na escola estadual. Não obtive uma resposta de imediato; imaginei que ela estaria dando aula e que só veria a mensagem mais tarde, infelizmente quando o fenômeno já tivesse acabado.
Fiquei olhando por mais um tempo pela janela. O arco variava bastante de intensidade de acordo com as nuvens que passavam, mas não ficou mais tão forte quando no começo. Claudinéia já havia desligado o telefone e também olhava o arco. Infelizmente ela perdeu o esplendor do fenômeno, mas pôde pelo menos conhecer um pouco do arco.
Lá pelas 17:30 cheguei em casa. Não havia mais o arco cirzunzenital mas havia parélios ao norte e ao sul do Sol, muito nítidos! Particularmente o do norte estava muito brilhante e com um vermelho bem vivo! Tirei fotos. Logo depois, recebi mensagem da Cristhiane dizendo que tinha visto o arco circunzenital. Liguei para ela, e ela contou que, ao receber minha mensagem, não estava dando aula, mas se encontrava em hora-atividade, momento que os professores estão na sala dos professores fazendo outras atividades. Assim ela pôde sair, e se deparou com o arco circunzenital em seu auge. Então, convidou os alunos da sua turma cuja aula se iniciaria em breve a irem ao pátio ver. Ela explicou aos alunos rapidamente do que se consistia o arco e, pelo que ela contou, eles acharam o fenômeno uma maravilha. Fizeram perguntas pertinentes à minha noiva, como porque havia um arco-íris sem chuva, e porque os cristais de gelo das nuvens não se derretiam com o Sol. Eles até tiravam fotos.
Em um certo momento, um dos alunos notou outro arco, tangenciando o circunzenital. Ele mesmo o apontou para minha noiva. Esse aluno havia reparado um arco supralateral! Esse particularmente não vi da empresa, mas o importante foi que esse aluno viu!
Assim, já em aula, a professora sugeriu uma pesquisa sobre o arco circunzenital. Os alunos que quiserem fazer a pesquisa terão que colar em seus cadernos informações sobre o fenômeno tiradas da Internet.
Os parélios ficaram visíveis por bastante tempo! Durante a ligação telefônica com minha noiva avisei desses fenômenos, e ela os viu quando se preparava para deixar a escola.
Fotografando os parélios, houve então um problema com meu cartão de memória da máquina fotográfica. Todas as fotos no cartão foram corrompidas! No momento ele está com um amigo meu que tentará recuperar as fotos. Mas posto aqui duas fotos tiradas pela Cristhiane com seu celular.
Muito me gratificou saber que crianças da 5ª série conheceram ao vivo o arco cirzunzenital. É muito bom mostrar fenômenos naturais às pessoas, pois elas passam a conhecer melhor o mundo em que vivemos. Vai ficar em minha memória esse 8 de abril de 2011.




