Ontem, dia 20 de setembro, descobri por acaso que a Lua ia passar
quase tirando tinta da estrela Acrab, pertencente à cabeça da
constelação do Escorpião. De fato, mais ao sul, em Buenos Aires, haveria
uma ocultação. Isso ocorreria mais ou menos entre 20:30 e 21:00.
Preparei-me então para ver o evento aproveitando o céu completamente
limpo e livre de impurezas, condição assegurada após a passagem de uma
frente fria no dia anterior.
Peguei meu telescópio às 20
horas e apontei a Lua. Lá estava a estrela, muito próxima do limbo
escuro, conferindo à imagem um belo espetáculo. Mais tarde, depois das
20:30, a Lua estava mais próxima da estrela e aproveitei para tirar
algumas fotos. às 21 horas, o céu fechou repentinamente com nuvens
vindas da Serra do Mar.
De tempos em tempos a Lua passa perto
ou mesno na frente de estrelas e planetas. Aconteceu um caso desses com
Júpiter no dia 8 de setembro, como comentado na postagem anterior deste
blog.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Ocultação de Júpiter pela Lua
Estive com minha mulher participando do 9° Encontro Paranaense de Astronomia (EPAST), na cidade de Dois Vizinhos. O evento se estendeu do dia 7 de setembro, sexta à tarde, até 9 de setembro, domingo de manhã. Foi uma oportunidade de encontrar novos entusiastas da astronomia e reencontrar os velhos amigos.
Havia alguns eventos paralelos ao Epast, como o Epastinho para crianças, e algumas oficinas. Mas um outro evento paralelo chamou bastante a atenção. Coincidentemente, no dia 8 de setembro pela manhã, houve uma ocultação do planeta Júpiter pela Lua. Um evento desses é muito raro de acontecer, e aconteceu. E aconteceu durante o evendo de astronomia.
A imersão de Júpiter deu-se quase às 8:30 da manhã. Até esse horário tive uma oportunidade de ver o planeta Júpiter de dia, usando a Lua como referência. A olho nu não foi possível, mas de binóculo consegui ver o pontinho cada vez mais próximo do limbo lunar.
Devido à presença de material particulado na atmosfera, motivada por uma inversão térmica generalizada em todo o estado do Paraná, não foi possível ver a emersão de Júpiter às 10 horas. A Lua já estava mais baixa no céu, escondendo-se na poluição do ar e ficando muito fraca. Mas consegui algumas fotos da aproximação de Júpiter, duas das quais mostro aqui.
Havia alguns eventos paralelos ao Epast, como o Epastinho para crianças, e algumas oficinas. Mas um outro evento paralelo chamou bastante a atenção. Coincidentemente, no dia 8 de setembro pela manhã, houve uma ocultação do planeta Júpiter pela Lua. Um evento desses é muito raro de acontecer, e aconteceu. E aconteceu durante o evendo de astronomia.
A imersão de Júpiter deu-se quase às 8:30 da manhã. Até esse horário tive uma oportunidade de ver o planeta Júpiter de dia, usando a Lua como referência. A olho nu não foi possível, mas de binóculo consegui ver o pontinho cada vez mais próximo do limbo lunar.
Devido à presença de material particulado na atmosfera, motivada por uma inversão térmica generalizada em todo o estado do Paraná, não foi possível ver a emersão de Júpiter às 10 horas. A Lua já estava mais baixa no céu, escondendo-se na poluição do ar e ficando muito fraca. Mas consegui algumas fotos da aproximação de Júpiter, duas das quais mostro aqui.
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| Às 07:36 da manhã, o planeta Júpiter já estava próximo o suficiente da Lua para facilitar sua localização ao binóculo. Aqui ele está à direita e um pouco acima da Lua. |
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| Júpiter se encontra colado ao limbo lunar, na posição das 2 horas de um relógio imaginário, já parcialmente escondido. |
sexta-feira, 2 de março de 2012
Nascer do Sol no Mar
Entre os dias 18 e 22 de fevereiro de 2012 eu estava em Caiobá com minha esposa, onde passamos o carnaval. Não que a gente goste de pular em frente aos carros alegóricos, mas o ambiente de praia sempre foi especial para nós. Assim, nos divertíamos à nossa maneira.
Uma dessas maneiras foi ver o Sol nascer no mar. No dia 21 à noite, portanto nossa última noite lá, ela me convenceu a acordar cedo para ver o Sol surgir no horizonte marinho, visível da própria sacada do edifício onde estávamos. Concordei com a ideia, e já deixei tudo preparado na sala.
Valeu a pena. Tendo havido um período de tempo extremamente estável em todo o período do carnaval, uma pequena frente fria ameaçava entrar no Paraná lá pelo dia 22 à noite ou 23. No dia 22 de manhã, uma pequena alteração nas condições atmosféricas fez com que algumas poucas nuvens de média altitude formassem. Foi o suficiente para deixar a cor do céu no horizonte leste de um laranja bastante intenso.
Foi um nascer do Sol de cores maravilhosas! São imagens que ficarão na minha lembrança para sempre.
Uma dessas maneiras foi ver o Sol nascer no mar. No dia 21 à noite, portanto nossa última noite lá, ela me convenceu a acordar cedo para ver o Sol surgir no horizonte marinho, visível da própria sacada do edifício onde estávamos. Concordei com a ideia, e já deixei tudo preparado na sala.
Valeu a pena. Tendo havido um período de tempo extremamente estável em todo o período do carnaval, uma pequena frente fria ameaçava entrar no Paraná lá pelo dia 22 à noite ou 23. No dia 22 de manhã, uma pequena alteração nas condições atmosféricas fez com que algumas poucas nuvens de média altitude formassem. Foi o suficiente para deixar a cor do céu no horizonte leste de um laranja bastante intenso.
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| Os primeiros raios de Sol |
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| Uma pequena distorção devido à refração atmosférica - o Sol nesse formato chama-se Sol Ômega |
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| Devido à refração atmosférica, uma pequena miragem de formou na parte de baixo do disco |
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| O Sol e a ilha do Itacolomi, à esquerda. |
Foi um nascer do Sol de cores maravilhosas! São imagens que ficarão na minha lembrança para sempre.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Flash Verde
O flash verde, em se relacionando ao Sol, é um fenômeno que ocorre normalmente durante seu ocaso ou nascer. Dificilmente é observável a olho nu. Mas se acompanharmos o Sol descendo em direção ao horizonte por um telescópio munido de filtro solar, por vezes podemos notar pedaços do disco aparentemente se desprendendo e assumindo a cor verde. É o flash verde. Além do mais, o disco solar parece com várias indentações ao invés de um círculo perfeito.
O Sol, na verdade, é como uma bola perfeita. Mas nossa atmosfera se encarrega de distorcer a imagem. Variações bruscas no perfil vertical de temperatura do ar fazem essas distorções ficarem mais evidentes, por vezes culminando em flashes verdes, verdadeiros lampejos de luz verde conforme explicado no parágrafo anterior.
Isso ocorreu no pôr do Sol do dia 11 de fevereiro de 2012 em Curitiba. De lambuja, um guindaste usado na construção de um shopping aparece na frente do Sol.
O Sol, na verdade, é como uma bola perfeita. Mas nossa atmosfera se encarrega de distorcer a imagem. Variações bruscas no perfil vertical de temperatura do ar fazem essas distorções ficarem mais evidentes, por vezes culminando em flashes verdes, verdadeiros lampejos de luz verde conforme explicado no parágrafo anterior.
Isso ocorreu no pôr do Sol do dia 11 de fevereiro de 2012 em Curitiba. De lambuja, um guindaste usado na construção de um shopping aparece na frente do Sol.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Lua
Olá pessoal! No dia 31 de janeiro resolvi brincar um pouco com a Lua, até para comemorar a volta do céu livre de nuvens nas noites curitibanas depois de mais de 1 mês com o tempo nublado. Na terceira foto o que se destaca é uma linha escura no meio de uma grande cratera, localizada no terminador (trecho que divide a porção iluminada da não iluminada da Lua). Essa linha é a sombra de um grande degrau na superfície, como se fosse uma grande chapada.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Júpiter e Avião
Poisé pessoal, o dia 27 de janeiro de 2012 foi o dia de janeiro mais frio em Curitiba nos últimos 14 anos, com mínima oficial de 11,7C. O dia todo, assim como praticamente o mês inteiro, foi totalmente encoberto. Contudo, à noite o céu limpou. Fui à janela da sala com minha mulher para observar o céu estrelado. De repente, um meteorito muito forte cruzou meu olhar. Um verdadeiro ponto brilhante correndo o céu, muito rápido. Lindo!
Pouco depois, brinquei um pouco com Júpiter. Na foto abaixo, seus 4 satélites aparecem próximos do planeta formando uma linha reta, sendo que um deles está quase "colado" ao disco.
Pouco depois, nós vimos um satélite fazendo um baixa flare, um súbido aumento de brilho que faz com que ele pareça mais forte até que o planeta Vênus. Eu o peguei começando a se apagar, contudo, poucos segundos depois, o mesmo satélite fez no novo flare, mais fraco. Um flare duplo! Minha esposa perdeu o meteorito, mas viu muito bem o flare duplo.
O dia 28 ainda amanheceu encoberto, mas abriu no começo da tarde. Aproveitei para brincar mais. Mais tarde, com o Sol já abaixo do horizonte, vi um avião vindo lá no horizonte. Apesar de já estar começando a anoitecer, o rastro produzido pelo avião ainda estava iluminado, apresentando uma cor meio vermelho meio rosa.
O rastro, chamado rastro de condensação, é resultado da condensação de vapor d'água na esteira de ar quente deixada atrás do avião, que se resfria bruscamente em contato com o ar a uns 40 ou 50 graus abaixo de zero da altitude de cruzeiro. É exatamente a mesma forma de condensação que ocorre sobre as garrafas geladas, quando sopramos ar quente sobre elas.
À noite desci com minha esposa para a área da piscina do edifício e vimos Júpiter ao telescópio. Uma grande tempestade se descortinava em uma de suas faixas amarronzadas.
Poisé, foi bom voltar a brincar com essas coisas, depois de mais de 1 mês de tempo desfavorável. Matei um pouco a saudade.
Pouco depois, brinquei um pouco com Júpiter. Na foto abaixo, seus 4 satélites aparecem próximos do planeta formando uma linha reta, sendo que um deles está quase "colado" ao disco.
Pouco depois, nós vimos um satélite fazendo um baixa flare, um súbido aumento de brilho que faz com que ele pareça mais forte até que o planeta Vênus. Eu o peguei começando a se apagar, contudo, poucos segundos depois, o mesmo satélite fez no novo flare, mais fraco. Um flare duplo! Minha esposa perdeu o meteorito, mas viu muito bem o flare duplo.
O dia 28 ainda amanheceu encoberto, mas abriu no começo da tarde. Aproveitei para brincar mais. Mais tarde, com o Sol já abaixo do horizonte, vi um avião vindo lá no horizonte. Apesar de já estar começando a anoitecer, o rastro produzido pelo avião ainda estava iluminado, apresentando uma cor meio vermelho meio rosa.
O rastro, chamado rastro de condensação, é resultado da condensação de vapor d'água na esteira de ar quente deixada atrás do avião, que se resfria bruscamente em contato com o ar a uns 40 ou 50 graus abaixo de zero da altitude de cruzeiro. É exatamente a mesma forma de condensação que ocorre sobre as garrafas geladas, quando sopramos ar quente sobre elas.
À noite desci com minha esposa para a área da piscina do edifício e vimos Júpiter ao telescópio. Uma grande tempestade se descortinava em uma de suas faixas amarronzadas.
Poisé, foi bom voltar a brincar com essas coisas, depois de mais de 1 mês de tempo desfavorável. Matei um pouco a saudade.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Júpiter
Na postagem anterior mostrei alguns halos que apareceram na viagem que eu e minha esposa fizemos à pousada Cainã, no dia 17 de dezembro de 2011. Mas as atividades não pararam por aí, pois no dia 18 diversas iridescências apareceram nas nuvens enquanto estávamos na piscina da pousada. Iridescências são cores metalizadas nas nuvens, normalmente verdes, vermelhas e rosas, causadas pela interãção da luz solar nas gotículas de água que compõem essas nuvens.
Já de volta a Curitiba, o planeta Júpiter aparecia num céu limpo, pedindo para ser fotografado com telescópio. Atendi ao seu pedido. Quando observei-o, notei a Grande Mancha Vermelha e também uma outra tempestade, bem forte. Na foto abaixo, a mancha aparece na faixa marrom de cima, à esquerda, e a tempestade na faixa de baixo à direita, como uma mancha elíptica e escura.
Àdireita do planeta aparecem três dos seus satélites principais. Do mais próximo ao mais afastado: Europa, Io e Calisto. O outro satélite, Ganimedes, estava fora do campo de visão, do outro lado do disco do planeta.
Já de volta a Curitiba, o planeta Júpiter aparecia num céu limpo, pedindo para ser fotografado com telescópio. Atendi ao seu pedido. Quando observei-o, notei a Grande Mancha Vermelha e também uma outra tempestade, bem forte. Na foto abaixo, a mancha aparece na faixa marrom de cima, à esquerda, e a tempestade na faixa de baixo à direita, como uma mancha elíptica e escura.
Àdireita do planeta aparecem três dos seus satélites principais. Do mais próximo ao mais afastado: Europa, Io e Calisto. O outro satélite, Ganimedes, estava fora do campo de visão, do outro lado do disco do planeta.
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